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Setembro: mês dedicado à valorização da vida

3 semanas atrás

 

O mês de setembro chegou. E, com ele, a missão de falar com a população sobre o suicídio e valorizar a vida. O Setembro Amarelo foi instituído com o objetivo de realizar um movimento para discutir estes temas. Em carazinho foi instituído pela lei municipal nº 8.487/2019.

Como em muitos temas ligados à saúde, o preconceito e a desinformação têm atrapalhado o manejo adequado da depressão e do suicídio. E, segundo uma pesquisa encomendada pela farmacêutica Pfizer, esses fatores são especialmente comuns entre homens e jovens.

O levantamento “Depressão, suicídio e tabu no Brasil: um novo olhar sobre a saúde mental”, realizado pelo Ibope Conecta, contou com a participação de 2 mil brasileiros a partir dos 13 anos de idade. Os dados foram coletados na cidade de São Paulo e nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Fortaleza e Distrito Federal.

Detectou-se que 30% dos entrevistados do sexo masculino acreditam que a depressão está relacionada à falta de fé ou não sabem avaliar se isso é verdade, enquanto apenas 17% das mulheres pensam da mesma forma. Eles também apresentam desconhecimento sobre o tratamento, que é baseado em medicamentos e terapia. Mais da metade dos homens (55%) creem que atitude positiva e alegria de viver são suficientes para enfrentar a chateação ou não sabem opinar sobre essa afirmação.

A ausência de informação se reflete nos números de óbitos. Dados do Ministério da Saúde mostram que a taxa de mortalidade por suicídio é de 2,4 mulheres a cada 100 mil, enquanto, para os homens, chega a 9,2 para cada 100 mil. Eles se matam cerca de quatro vezes mais. Além disso, os marmanjos acreditam com mais ênfase na ligação da depressão com fraqueza. Na pesquisa encomendada pela Pfizer, 29% dizem não estar convencidos de que isso é um mito.

Quando questionados sobre o tratamento medicamentoso, pelo menos um em cada cinco (21%) alega que não tomaria antidepressivos mesmo com prescrição médica. Entre as mulheres, o índice cai para 16%. Isso preocupa porque, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), os transtornos mentais estão por trás de 96,8% dos casos de morte por suicídio. E a depressão lidera o ranking.

Por isso, o movimento quer lembrar a todas as pessoas a importância de falar sobre o tema, com os amigos, familiares e desconhecidos e a qualquer sinal indicar um médico ou mesmo um serviço de apoio. Um deles é o Centro de Valorização da Vida (CVV), um serviço gratuito que realiza apoio emocional e prevenção de suicídio 24 horas por dia. Para acessá-lo basta ligar para o número 188 ou entrar no site (www.cvv.org.br).

 

Saiba mais

O movimento Setembro Amarelo, mês mundial de prevenção do suicídio, iniciado em 2015, visa sensibilizar e conscientizar a população sobre a questão. Se quiser saber mais visite www.setembroamarelo.org.br.

 

 

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